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Sentindo o ritmo da mudança

Artigo publicado no jornal Contraponto, de João Pessoa.

Dois mil e muitos, uma tarde, me vejo estudando a segunda geração dos QR-Codes. Para quem ainda não sabe, é um tipo de código de barras quadrado que uns ingleses inventaram, que serve como endereço web para celulares. Você tira a foto daquilo, o celular escaneia e vai diretamente para a página desejada. Isso é a primeira geração. A segunda já são programas que reconhecem qualquer imagem e transformam no endereço desejado. O máximo da tecnologia. Eu não sei por onde começaria a explicar, para uma pessoa como a minha avó, como funciona um programa que lê uma foto feita com um telefone celular, e que vai automaticamente para uma versão da Internet especial para aparelhos de tela pequena.

Mas o que me surpreende não é isso. É que, às vezes, vejo gente ao meu redor, que trabalha comigo, e não sabe usar email direito. Ou que não entende diferença entre formatos básicos de arquivos ou dados que usamos diariamente. Quem está mais atualizado no mundo neste exato instante em termos de conhecimentos digitais vai deixar de sê-lo em uns 20 segundos, máximo. É uma quantidade brutal de novidades, inovações, invenções, etc. Por obrigação, eu tento ficar o mais atualizado possível. Claro, ninguém consegue.

Algumas profissões mudam mais lentamente. A minha não. Um publicitário dos anos 70 não faria praticamente nada na minha cadeira. É uma mudança vertiginosa, e às vezes me assusto com a velocidade.

Como é possível que o fax seja uma coisa antiquada e pré-histórica? Fax? Os dvds já são coisa do passado, igual que os mp3 players e as charretes. A Internet 2.0 já é quase velha, as máquinas que entendem semântica já estão sendo desenvolvidas. A Microsoft está, lenta e violentamente, sendo arrastada para o fim. Tudo é Second Life, tem direito a 15 megabytes de fama, depois vira backup.

Quantos milênios levamos acostumados com a roda, antes que inventem algo melhor? Há invenções que não aguentaram nem 20 anos, como os scanners de mesa ou os trackballs dos antigos computadores portáteis.

As invenções duram cada vez menos. E são cada vez mais. E por isso, estamos aprendendo praticamente 24 horas por dia a usá-las.

As únicas coisas no mundo que não aparentam mudar muito com a tecnologia são o sexo e as novelas.

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