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O cliente, este desconhecido

A relação criativo-atendimento-cliente é uma das coisas mais bizarras da propaganda. O One Show, o prêmio de propaganda mais importante do mundo, fez 3 comerciais que explicam muito bem algumas das frustrações do trabalho do criativo, e eu jogo eles aí embaixo.

Pra quêm estamos falando? É super importante saber, não?

É tão bonito ver uma descrição que o cliente faz pra gente do tipo: homens e mulheres de classes A e B, entre 18 e 30 anos. Ou seja, quase todo mundo, ou quase ninguém. Um monstro. Um Frankenstein.

Este tipo de monstro

Não conseguir saber definir o público é um erro crasso na propaganda. Do atendimento, claro. Dos criativos. Dos planners. De todo mundo. Vamos pensar, gente. Não dá pra falar algo pro vácuo, pro vazio, pra uma pessoa que a gente nem consegue definir. Você TEM que saber pra quem está escrevendo, e uma dona-de-casa, que vive pra cuidar dos filhos, faz o que o marido manda e assiste a TV, como um produto de plástico em série, só existe em Mad Men, série que aliás eu recomendo para todo mundo que pensa/trabalha/quer ser do mundo da publicidade. A apresentação final da campanha no último episódio da temporada deveria ser obrigatória na faculdade.

Quem  manda naquela birosca? Quem decide? Ele tem alguma idéia do que a gente tá fazendo?

O diretor de criação acha genial. O atendimento. O diretor de atendimento. A equipe do cliente. O chefe dele. O presidente. Mas quem decide o que deve sair? Devemos realmente aceitar todas as mudanças que o atendimento manda, se ele só fala com a equipe do cliente, que não tem poder de decisão? E se o chefe da equipe do cliente decide mudar algo, mas que o presidente mandar voltar? E as horas que a gente faz, desfaz, refaz, não dorme, tem raiva e vai perdendo os cabelos que biologicamente só deveriam cair na semana que vem? Po, quem vai pagar o meu implante?

Estou ficando careca. Alguém pode me ajudar?

Filho, você faz o que na propanda?

Papai, me pagam para ter idéias. E não, eu não sei explicar como eu tenho idéias.  Elas batem em mim, e um dia terminam saindo. E eu sempre acho que elas têm cara de joelho.

Mamãe, a idéia me bateu.

Epílogo

Todo dia eu acordo e penso:

“Será que é hoje que eu vou conseguir aquela idéia ducaralho?”

E logo depois vem a realidade:

“Preciso me levantar. Merda. Será que hoje vão descobrir que eu sou um farsante?”

Agora, deixo o blog, back to briefing.

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